Brasileiros não confiam nos outros, mas confiam na Família = Inventário Extrajudicial

Pesquisa realizada pela Confederação Nacional da Indústria, veja aqui, revela que 62% dos brasileiros não tem nenhuma ou quase nenhuma confiança nas outras pessoas. E que muitos somente agem para tirar vantagem própria em tudo o que fazem, conforme pensa 82% da população.


Interessante observar como isso representa um paradoxo naquele modelo imaginário de brasileiro acolhedor e cordial, o qual também é desmentido nos altos índices de homicídio, 50.000 por ano, assim como, nas estatísticas de acidentes de trânsito, outras 50.000 mortes por ano.

Esses dados servem para colaborar com uma outra pesquisa divulgada, na qual o brasileiro, principalmente os abonados, são retratados por sua avareza em realizar doações para atividades sociais, culturas e científicas da sociedade civil (vide aqui).

Interessante observar que, o único reduto de confiança das pessoas está na família, com 73% das pessoas declarando na pesquisa da CNI tal possibilidade.

Se isso realmente é um padrão nacional, é importante a família, no caso de perda do ente querido, optar pela realização de um inventário extrajudicial, no qual a decisão pela distribuição dos bens caberá integralmente aos herdeiros.

Isso os isenta de ter que submeter seus interesses a um inventário judicial, o qual contará com pessoas estranhas à família, tais como o juiz, peritos, advogados, administrador ou inventariante.

Logo, há que se pensar bem pois, se a família está em conflito, em quem restará confiar no país tido caracterizado pela lei de Gérson?