Como já dito em outros posts, segundo Elisabeth Kluber-ross, médica tanatologista e de cuidados paliativos, os pacientes tendem a vivenciar 5 fases em face da partida. Dentre elas, na fase da Barganha surge a oportunidade para que a pessoa reestabeleça suas prioridades existenciais e passa a agir assistencialmente.
Na fase da Barganha, que se segue à fase da negação e da raiva (vide posts sobre o assunto), o individuo acometido de um moléstia grave passa a repensar sua condição e começa a estabelecer raciocínios mentais espirituais.
Nesse momento, ele começa a interagir com o plano espiritual, realizando algum tipo de negociação, na qual se coloca disponível a uma mudança da experiência terrena, em troca da cura, da melhora, do alívio da dor ou da possibilidade de sair do hospital e voltar ao seu lar.
Em troca, oferece dedicar sua vida à religiosidade, a cumprir uma agenda positiva, reconectar-se à família ou a ajuda humanitária.
Tais compromissos, por vezes, mesmo sem se discutir aqui os aspectos espirituais dessa ocorrência, produzem esperança, por um meios meio de pensamentos positivos que podem levar o organismo a certas reações imunológicas e de melhoria das condições fisiológicas e de bem-estar.
O melhor seria, para aquele que assumiu o compromisso, a assunção da dádiva da gratidão. Isso implica recompensar a vida e não só a graça obtida naquele momento. Significa fazer um inventário de tudo o que foi recebido até o momento e intensificar a obra de assistência, edificando a retribuição.
Num mundo de desigualdades e adversidades para a maioria dos viventes, exercer a dádiva da gratidão é poder transcender a esfera do sofrimento pela esfera do trabalho assistencial dirigido.
Essa opção reforça o componente mental do compromisso moral assumido na barganha, estimula toda a fisiologia e cria uma atitude emocional proativa, benéfica no enfrentamento da enfermidade, trazendo força espiritual e confiança.