A morte acima de tudo, é a interrupção de caminho em curso, de projetos de vida em andamento, os quais não poderão mais ser retomados. Mas é preciso seguir em frente. Aos que ficam, os projetos devem ser redimensionados e seguidos. A vida deve continuar, dentro das possibilidades existentes.
Nos versos da música de Almir Sater,
"Ando devagar
Porque já tive pressa
E levo esse sorriso
Porque já chorei demais
Porque já tive pressa
E levo esse sorriso
Porque já chorei demais
Hoje me sinto mais forte
Mais feliz, quem sabe
Só levo a certeza
De que muito pouco sei
Ou nada sei"
Mais feliz, quem sabe
Só levo a certeza
De que muito pouco sei
Ou nada sei"
Levantar a cabeça, erguer um sorriso em prol do amado que partiu, com a certeza de que esse seria seu desejo, de que a vida continuasse em todo o seu esplendor e que, para aqueles que ficam, a espiritualidade é a conexão ainda existente, o link ainda compartilhado, nos projetos em curso.
Muito mais do que sentir a perda, há que se ressignificar os desígnios que o momento ensina. Há lições a serem aprendidas e nada deve passar em vão. São mudanças a serem implementadas no curso da história pessoal, melhores condições a serem buscadas e construídas nos dias a seguir.
Fazer o possível é a meta, sem parar, sem desistir.