Como defendemos, há um avanço na teoria de Gaia, de James Lovelock. Agora o caminho é se falar nos dois Gaias, o menor (corpo humano) e o maior (planeta). Cada qual, um organismo completo e complexo, regendo-se por regras de fisiologia próprias, mas dentro da mesma lógica de consequências, em caso de desequilíbrios orgânicos e patológicos.
Nesse passo caminha a humanidade para o necessário acerto de contas com o Gaia Maior, o planeta Terra, recebendo em retorno, o troco por sua usura dos recursos naturais e expansão desenfreada do crescimento vegetativo.
Trata-se, na realidade, de uma forma de regulação fisiológica do Gaia Maior, o gerar formas de controle sobre suas células, Gaias Menores (seres humanos), forçando assim, a redução da população por meio de eventos biológicos.
Tal caminho já está escrito, a menos que novos avanços científicos possam retardar novamente esse processo, com descoberta de novas classes de medicamentos para infecções bacterianas. É a chamada Era Pós-antibióticos, já em curso, em razão do processo de seleção natural das bactérias, pelo uso indiscriminado dos medicamentos (antibióticos) hoje disponíveis.
Nessa nova era, a exemplo da época pré-antibióticos, qualquer pequena infecção oportunista, decorrente de alimentos ou mesmo um pequeno corte na pele, levará o indivíduo à morte. Tais infecções serão produzidas pelas chamadas superbactérias evoluídas, resistentes a qualquer tipo de medicamento.
Essas bactérias já estão em circulação no mundo todo e anualmente ampliam seu rol de óbitos, atingindo ambientes hospitalares, paradoxalmente o local mais propício ao seu desencadear sua ocorrência, assim como ambientes não hospitalares. Isso está previsto nos alertas atuais da Organização Mundial da Saúde, para ler mais, vide aqui.
Séries e filmes de ficção, a exemplo de Walking Dead e Resident Evil, que exploram a temática de uma doença mortal e global, ganham sentido de possibilidade real, não no surgimento de zumbis, mas na ocorrência alta mortalidade, por vezes, provocada por contágio aéreo, como ocorre com uma das superbactérias encontradas no Brasil recentemente.
Mas o que fazer, como proceder para evitar esse futuro?
1) Evitar o uso indiscriminado dos antibióticos, para refrear a seleção natural das superbactérias resistentes.
2) Investir em pesquisa no desenvolvimento de novos medicamentos.
3) Reduzir a produção e o consumo de animais em confinamento, os quais recebem altas doses de antibiótico para manter a vida.
4) Maior desafio, reduzir o número de filhos, para reduzir a superpopulação mundial de maneira voluntária.
Mesmo com essas medidas, a tendência é o aumento do número de mortes. A dita "Vingança de Gaia", por James Lovelock, inicia seu curso.