Podemos dividir uma vida longeva em quatro fases, levando em consideração os limites científicos atuais de sobrevida do ser humano, que podem atingir até os 120 anos. Essas fases são: a) Fase da Chegada; b) Fase da Realização; c) Fase da Retribuição; d) Fase da Partida.
Como nem todos poderão vivenciar as 04 fases, tendo em vista que a média de sobrevida atual, nos países desenvolvidos e em desenvolvimento está em torno de 70 a 80 anos, o ideal é estabelecer, para fins hipotéticos, que o início da Fase da Partida ocorreria a partir o atingimento da expectativa de vida no seu país de moradia.
Assim, se você vive atualmente no Brasil, cuja expectativa de vida é de 73 anos (2015), essa será a data para início da última fase da vida, mesmo que ela perdure até os 100 anos ou mais.
Quiçá num futuro próximo, com o desenvolvimento das ciências da longevidade, essa hipótese dos 120 anos, distribuídos a cada avanço de 30 anos, poderá ser algo efetivo à grande maioria de pessoas do planeta.
Quando isso ocorrer, os primeiros 30 anos, desde o nascimento, a chamada Fase da Chegada, deverá ser bem melhor aproveitada, tendo em vista seu impacto nas demais fases. É uma boa fase da vida, de leveza e descobrimento. O importante é estimular o desenvolvimento do discernimento o mais cedo possível, para que as forças da juventude seja corretamente canalizadas ao estudo e ao desenvolvimento de capacidades cognitivas ao futuro. Com isso, a Fase da Chegada poderá contribuir as 3 fases a seguir.
Dos 31 aos 60 anos, na Fase da Execução, o indivíduo estará em pleno ápice de suas capacidades humanas, momento de desfrutar das realizações e avançar nas aprendizagens necessárias ao convívio e a qualidade de vida. É a fase da maturidade afetiva e do estabelecimento de relações sustentáveis, com a possibilidade de criação de um filho, com maiores probabilidades de sucesso no atendimento das demandas dessa empreitada. É também a fase de firmação profissional e de aquisição de patrimônio com vistas ao futuro.
Dos 61 a 90 anos (ou até a expectativa de vida do país em que vive), é a Fase da Retribuição. Trata-se do momento de rever as benesses e as bençãos da vida recebida. Hora de fazer uma reavaliação de tudo o que foi vivido, para se começar a recomposição das pegadas existenciais deixadas. Hora de se colocar em prática as pontes de espiritualização com a matéria, de reaver a conexão imanente com o planeta e reciclar a vida, retribuindo o que foi recebido. Nessa fase, a morte deve deixar de ser um tabu e passar a ser apenas uma das passagens naturais da vida, a caminho de um novo porvir.
Dos 91 (ou do ano a seguir ao vencimento da expectativa de vida no seu pais), até a hora da partir, advém a última das fases da vida. Hora de começar a preparar a partir. Estabelecer sua gestão sucessória e pacificar os eventos materiais. Hora de iniciar os preparativos, a inscrição no pré-vestibular vindouro das futuras oportunidades espirituais. É uma fase do despertar, de abrir-se definitivamente ao espiritual, sem o medo da partida, mas com confiança e esperança no contínuo fluxo do Cosmos que inevitavelmente virá.