A Longevidade Qualitativa

A longevidade se mede em anos. Quando mais longeva uma população, mais idade ela terá. A longevidade está inclusa no IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) criado por Amartya Sen, juntamente com as variáveis de nível de renda e escolaridade.

 
Não obstante o avanço na longevidade humana, resultado da melhoria nas condições de vida e também nos avanços da Medicina, há um espaço de construção sobre o conceito de longevidade, que precisa ser repensado.
 
Partindo-se do art. 225 da Constituição Federal, o qual trata da Sadia Qualidade de Vida, enquanto princípio basilar do ambientalismo brasileiro, há que aplicar tal ideia à Longevidade.
 
Isso requer que as políticas públicas, em relação aos idosos, não contemplem somente os avanços na longevidade, enquanto medida etária. O que se quer, é o avanço concomitante na qualidade com que os anos a mais podem ser vividos.
 
Isso quer dizer que a longevidade dever ser qualitativa, daí a adjetivação do título deste post, longevidade qualitativa, na qual o foco está na realização de políticas públicas voltadas a melhoria das condições de vida dos idosos.
 
Com a tendência ao envelhecimento da população brasileira nas próximas décadas, isso será uma debate essencial a ser enfrentando pelo Sistema Único de Saúde (SUS) brasileiro. 
 
Por outro lado, tal raciocínio leva também à discussão sobre os limites do desforço terapêutico, nos casos de pacientes terminais, assim como ao direito de partir, pela escolha da interrupção de tratamento supérfluos, assim como pela opção pela autotanásia, temas polêmicos mas de necessário enfrentamento nas próximas décadas.