"Seja cauteloso com os adversários e decente com os demais. Sempre há tempo para dizer algumas palavras, mas não para engoli-las. Deve-se falar como nos testamentos: quanto menos palavras, menos processos. Pratique como o que não é fundamental para estar preparado para os momentos importantes" (2006, p.62).
Tal orientação, feita há quase quatro séculos ainda é válida para os dias atuais. Na redação de testamentos, há que se buscar a objetividade e a clareza da linguagem, pois qualquer imprecisão terminológica ou dúvida quanto ao disposto, poderá resultar em disputas judiciais futuras.
A objetividade e a clareza da linguagem são produzidas com a correta individualização e especificação dos bens do testador, indicando-se, por seu turno, diretamente quem receberá tal bem em herança.
Deve-se evitar tecer comentários, justificativas ou outras informações de cunho pessoal e emocional no documento, uma vez que poderiam servir para alegar vícios nas disposições de última vontade estipuladas, assim como, até a nulidade, especialmente na modalidade de testamento privado.