200 posts, missão vencida! O desafio de enfrentar uma temática tão natural, mas tão complexa é difícil da vida humana, o partir, chegou ao seu primeiro resultado: o material necessário para a publicação da primeira edição do livro "Direito DEpartir em 2014.
Esse projeto nasceu em Londres, no final do ano de 2008 e início de 2009, quando então, durante uma visita no último dia do ano ao Freud Museum, última residência de Sigmund Freud, surgiram os primeiros insights sobre o assunto.
Naquela época, a intuição era de que a partida ganhasse um novo tratamento, uma nova forma de se entender o partir para além do luto, da perda e da sensação de finitude humana, que povoa especialmente as mentes e os sentimentos materialistas do mundo ocidental.
Uma ressignificação da partida enquanto acesso a um quadrante transpessoal, na linha do pensamento quântico, a representar a possibilidade de ações de emponderamento no partir, com reflexões sobre o papel proativo a ser desempenhado por quem parte.
Talvez a estada em Londres, um local propício a tais assuntos, tenha repercutido enormemente nessas ideias, ou o luto emocional vivido naquele momento tenha sido importante para tais enfrentamentos, mas a questão é que, quando o Big Ben forneceu suas doze badaladas ao início de um novo ano de 2009, a temática já estava introjetada e a caminho.
Mas foi o tempo e a oportunidade, somados à experiência de ter cursado os dois primeiros anos do curso de Medicina, os elementos técnicos necessários para se enfrentar esses assuntos aqui, neste blog, em 2013.
Aos poucos, o enfrentamento da partida foi ajustando-se a uma Bioética do Bem-viver, essencial para que Direito e Medicina possam afinizar suas práticas quanto ao correto entendimento de que viver não só uma questão da longevidade (tempo) que se vive, mas também com qual dignidade e qualidade se vive.
Por seu turno pós-partida, especificamente quanto ao Direito Sucessório, tratou-se da questão sobre a qualidade de vida dos que ficaram, a pacificidade dos herdeiros e a neutralização das pegadas deixadas, tecendo considerações dentro do Paradigma da Sustentabilidade.
Feito isso, desejamos a todos um feliz 2014 e convidamos ao lançamento da obra, Direito DEpartir, em fevereiro próximo. Abraços e carpe diem a todos e todas no ano que se inicia!
