Bioética do Bem-viver: mortes por neoplasias tendem a triplicar nos países em desenvolvimento

A adoção de novos estilos de vida dos países industrializados está a produzir um aumento no número de casos de neoplasias nos países em desenvolvimento, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), e tendem a triplicar em todo mundo até 2025.
Esse é um alerta importante visando se repensar a mudança dos estilos de vida da população, os quais, por serem influenciados pelos países industrializados, acabam por chegar aos países em desenvolvimento, enquanto modelos de realização humana, sucesso e status social.
 
Nesse sentido, mudanças em hábitos alimentares, uso intensivo de produtos químicos no dia a dia, além de adoção de hábitos sedentários e a exposição à poluição nas grandes cidades tendem a não ser positivos em termos de bem-viver, a contrário do que possa parecer.
 
Isso não retira de foco as possíveis causas genéticas das neoplasias ou o aumento da sua incidência em razão do envelhecimento da população, mas abre espaço para que a variante ambiental na ocorrência desse tipo de patologia seja controlada, já que é a única possível neste sentido.
 
Quanto aos aspectos da bioética do bem-viver, surge assim a importância das escolhas autossustentáveis, especialmente quanto à alimentação, moradia e adoção de hábitos saudáveis.
 
Ter tempo livre, dormir bem, evitar o estresse, alimentar-se com qualidade, realizar exercícios físicos e exames de saúde rotineiramente, parecem ser coisas essenciais ao manejo do saúde, especialmente ao se tratar do sistema imunológico, grande responsável pela defesa natural do organismo em face das neoplasias.
 
Para muitos, essas possibilidades podem, no momento, não estar totalmente ao alcance, mas devem obrigatoriamente constar dos planos futuros a curto e médio prazos, já que a preocupação consigo mesmo é essencial a qualquer outro projeto de vida a ser construído em sua plenitude.
 
Uma saída está na adoção do minimalismo existencial, pois minimizar as necessidades de bens materiais é a forma para a autossustentabilidade, sem ele, fica-se à mercê das demandas consumo produzidas, numa busca insaciável por um contentamento nunca atingível, capaz de escravizar, muito mais do que liberta.
 
Repensar isso é essencial, não só quando se está em face da partida, mas quando ainda se há tempo para se mudar o curso da história individual e coletiva. E sempre haverá tempo, a novas opções e possibilidades sustentáveis.