Wangari Maathai: deixar uma árvore antes de partir

Árvores são sagradas, sua presença indica a história vida de décadas ou até séculos, perpetuados na sua presença frondosa. Árvores representam a proteção da terra que as abriga e assim, são símbolos da natureza, da transcendência do solo em direção ao céu. Árvores alimentam com seus frutos e também com sombra, protegendo e retendo a umidade essencial à sobrevivência da biodiversidade. Assim pensava Wangari Maathai.
 

Deixar uma árvore à posteridade e deixar uma parte de si mesmo ao futuro da humanidade, colaborar com a evolução da história da natureza, sua sustentabilidade.
 
Quase todos podem fazer esse gesto de magnanimidade na partida. Talvez a prática de plantar devesse se consolidar num ritual do viver e não só do partir, que seja uma árvore ao ano, por pessoa, o que já significaria uma grande diferença no conjunto da vida sob o planeta Terra.
 
Assim fez Wangari Mathaii, com seu grande e belo projeto, intitulado The Green Belt Movement,  com o qual ela ganhou o Prêmio Nobel da Paz, ao plantar 30.000.000 de árvores no Quênia.
 
 
Já falecida, Wangari Mathaii deixou à sua ONG a missão de atingir a marca de um bilhão de árvores plantadas em todo o planeta.
 
Se ela fez isso por todos, porque não podemos também, cada um de nós dar uma contribuição ao planeta, plantando uma árvore por ano. A seguir, um trecho de sua fala, expresso no livro chamado "Inabalável", no qual consta a sua biografia.
 
“Todo o trabalho que fiz e continuo a fazer – pelo Quênia, pelo meio ambiente e pela paz – foi e continua a ser feito por eles e o será pelas gerações que virão a seguir. Quando a estrada faz uma curva e não tenho idéia de onde ela vai dar, penso neles e adquiro coragem para seguir adiante, mesmo que o caminho que tenho pela frente seja ainda desconhecido. Eles são a minha esperança e me dão um sentido de imortalidade.” (Wangari Maathai)