Desapego Existencial

Uma das características de pacientes terminais, ou daqueles acometidos por doenças graves, é a mudança de comportamentos. Especialmente em relação ao materialismo, tais situações de impacto causam uma alteração nas percepções do significado da vida, naquilo que se valoriza e no que se quer realizar no tempo em que lhe resta.
Stuart Isett/ The New York Times

É o chamado desapego existencial. Desapega-se de coisas que não se precisa para ser feliz. Desapega-se de bens materiais e obrigações excessivas, voltando-se à espiritualidade e a outros valores importantes para a existência.

Esse é o exemplo da norte-americana Dee Williams, que depois de ser diagnosticada com uma doença grave e crônica, refez seu modelo de vida e existência. Vendeu sua casa de três cômodos, livrou-se do financiamento, das despesas de manutenção e de limpeza e foi viver em um trailer de 8 metros quadrados.

Sem despesas, ela também pode reduzir a necessidade de tempo de trabalho exigido. Começou a ter mais tempo livre e a se dedicar a atividades de voluntariado em seu projeto de construção de moradias alternativas.

O importante seria que o desapego existencial fosse algo não só de pacientes terminais ou graves, mas de todos aqueles que buscam uma vida sustentável. Essa é a filosofia do "minimalismo", o qual provém um modelo de vida capaz de trazer de volta a humanidade à capacidade de suporte do planeta.

Viver com menos não significa viver menos. Significa priorizar o que realmente importa. As experiências, os momentos únicos, para curtir as aprendizagens que a vida trás. 

Para ler mais: http://mulher.uol.com.br/casa-e-decoracao/noticias/redacao/2014/08/01/norte-americana-decide-viver-em-casa-de-8-m-e-com-apenas-305-objetos.htm#fotoNav=1  Acessado em 01/08/2014.