O Exemplo de um Médico, Paciente Terminal, Antes de Partir

Oliver Sacks, médico neurologista e grande escritor reconhecido internacionalmente, em sua autobiografia "Sempre em Movimento", escrita já após o prognóstico de sua terminalidade, revelam que existem opções abertas a serem feitas nesses momentos.

Superar as fases do luto da partida e direcionar os momentos finais ao melhor, é um caminho de sabedoria proposto por Oliver Sacks, um exemplo advindo de um médico sobre as posturas mentais saudáveis a seguir.

Em sua carta de despedida, publicada anteriormente no jornal "The New York Times", assim se manifesta Dr. Sacks:

"Sinto-me intensamente vivo e quero e espero, no tempo que me resta, aprofundar minhas amizades, dar adeus aos que amo, escrever mais, viajar se tiver forças, atingir novos níveis de entendimento e insight... Não posso fingir que não estou com medo. Mas meu sentimento predominante é de gratidão. Amei e fui amado. Recebi mais do que ofereci. Li e viajei e pensei e escrevi. Tive um intercurso com o mundo, o intercurso especial de escritores e leitores. Acima de tudo, tenho sido um ser senciente, um animal pensante, neste lindo planeta, e isso, por si só, tem sido uma aventura e um enorme privilégio."

Sua autobiografia vem posterior a esse texto, o que demonstra que o Dr. Sacks está a cumprir com seus desejos terminais e a dar vasão ao melhor do viver, dentro do espaço temporal que lhe restar. Sem dúvida, um exemplo a ser observado, a ser seguido.