Protocolo Home: o direito do paciente terminal ir para casa

Uma das prerrogativas que acompanham ao paciente, é o direito de exigir a interrupção de tratamento ou técnica terapêutica que já não apresentem resultados eficazes e requerer sua liberação para retornar ao lar, para fins de receber os cuidados paliativos em sua casa.


Essa era a recomendação da médica de cuidados paliativos, Elisabeth Kluber-ross, para a qual o direito do paciente retornar ao lar somente poderia ser evitado em condições severas, sem que equipamentos móveis para seu deslocamento pudessem ser colocados à disposição.

No restante dos casos, a regra era: "levar o paciente para o hospital somente quando houvesse um tratamento disponível, sempre que fosse necessário mais quimioterapia e mais radioterapia, mas levá-lo de volta para casa quando o tratamento deixasse de oferecer resultados positivos" (KLUBER-ROSS, 2005, p. 124).

Kluber-ross relata a ideia moderna de levar o paciente para morrer no hospital, como uma norma social aceita amplamente, implícita à expectativa de todos de que somente naquele local o atendimento será o melhor possível ao paciente terminal (2005, p.123).

Entretanto, pelo contrário, é no lar que o paciente terá seu melhor possível, uma vez esgotados todos os procedimentos terapêuticos possíveis em seu tratamento.

A autor chama isso da possibilidade de morrer segundo seu estilo de vida, "e não submetidas aos nossos procedimentos técnicos, para satisfazer às nossas necessidades práticas, sob o pretexto de qeu lhes prestamos um serviço, quando na verdade lhe impomos as nossas próprias necessidades" (KLUBER-ROSS, 2005, p.25).