Viver mais é uma benção ou uma maldição?

Esse é o título de uma matéria publicada no New York Times, colhendo entrevistas com vários especialistas sobre o assunto. É consenso que a população mundial está envelhecendo e isso é consequência das melhorias sanitárias e terapêuticas a serviço da humanidade. Mas a questão é: estamos preparados para sermos tão longevos?

Em contraste ao envelhecimento da população mundial, as taxas de natalidade tem sofrido quedas não só nos países desenvolvidos, mas também na Ásia e na África, notadamente na China e na Índia, que possuem os dois maiores contingentes populacionais do planeta.
 
Assim, teremos até 2050 uma população idosa de mais de 2 bilhões de pessoas em todo mundo. Serão pessoas com mais de 60 anos. Por seu turno, isso impactará os serviços de saúde e de assistência e seguridade social.
 
Daí se pensar que, o modelo de aposentadorias deverá ser reformulado, pois em face de expectativas de vida de 80, 90 ou 100 anos, não há sentido para que uma pessoa deixe de trabalhar aos 60. Sem essas mudanças, o sistema tenderá a um impacto insustentável à população ativa, devido aos custos com os quais terá de arcar para manter o sistema em funcionamento.
 
Por outro lado, o foco está na longevidade com a manutenção da qualidade de vida, sem a qual, não se teria um sentido para o prolongamento indefinido da vida, assunto já enfrentado em muitos posts anteriores. Prolongar a vida sem a devida ampliação qualitativa dos anos a mais, não é o que se deseja.
 
Assim, há que se rever o papel do idoso na sociedade, seu potencial produtivo, estabelecer novos espaços de aprendizagem e de atuação social, para que o viver mais possa ser laureado de realizações existenciais.

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