Anvisa libera o uso do Canabidiol. Abre-se o caminho para o uso do tetracanabidinol no tratamento de pacientes terminais?

Canabidinol (CBD), especialmente concentrado nos caules das plantas de Cannabis Sativa, é recomendado para a atenuação de sintomas de epilepsia grave e outras doenças. Como visto, suas propriedades atenuam os sintomas e colaboram para a qualidade de vida dos pacientes. Seguindo o mesmo raciocínio, o Tetracanabidinol (THC) é usado no tratamento de pacientes terminais no exterior.

Mas porque o THC ainda é proibido no Brasil? O THC é proibido pois ele é o princípio ativo capaz de provocar os efeitos psicoativos dessa substância.

Em vários países o uso terapêutico do THC em pacientes terminais já é permito. Deve ficar claro que o uso terapêutico difere do uso recreativo, no qual a substância é ingerida em altas quantidades, com fins específicos de provocar efeitos psicoativos buscados pelos usuários ao fumar maconha.

Isolado industrialmente e ingerido em baixas quantidades, como é utilizado em pacientes terminais, seus efeitos terapêuticos são muito positivos, na atenuação de dores e fomento ao apetite, sem provocar alucinações ou outros efeitos indesejados.

Como no Brasil tudo vai a passos lentos, essa discussão ainda tende a se prolongar no tempo, a respeito da liberação do THC para uso terapêutico de pacientes terminais.

Deve ficar claro que não foi a Anvisa que iniciou o debate pela liberação do CBD no Brasil. Foram os pais de crianças com epilepsia grave, que propuseram ações na Justiça Federal e obrigaram a Anvisa a liberar a importação do produto.

Depois disso, foi o Conselho Federal de Medicina quem agiu, autorizando os médicos brasileiros a receitarem o CBD, mesmo antes da Anvisa autorizar o uso.

 Detalhe, agora, a importação ainda deve ser requerida caso a caso perante a Anvisa, para que se possa obter a liberação da entrada do CBD legalmente no Brasil.

Desse modo, a utilização do THC no Brasil deverá seguir o mesmo caminho, para ocorrer.

Somente a judicialização tem sido capaz de superar pensamentos retrógrados e conservadores, especialmente em relação à burocrática Anvisa e sua concepção atrasada e corporativa no Brasil.

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