A Fênix e a espiritualidade da Partida


O mito da Fênix surgiu na Grécia antiga. Para a mitologia grega, Fênix é o pássaro que morre por sua própria autocombustão, renascendo de suas cinzas alguns momentos depois. Por isso, a Fênix significa a imortalidade e o renascimento espiritual.

Em relação à partida, o mito da Fênix contribui para a aprendizagem de que há um ciclo inexorável à vida, que não pode ser separado do ciclo espiritual também em curso.

Quem nasce, deixa seu contexto espiritual para o grande percurso de vida, enquanto deixa a espiritualidade ao futuro. 

Quem parte, deixa seu contexto terreno para o grande percurso espiritual, enquanto deixa o mundo material ao futuro.

Uma vez entendido esse curso, os desafios podem ser vividos em um novo foco existencial. Partir deixa de ser uma perda, uma derrota ao corpo, mas passa a ser uma transformação necessária ao renascimento do espírito, em seu ciclo imortal evolutivo.

Portanto, dentre tantas, a partida atual pode ser aquela em que a Fênix acaba por dominar seu ciclo existencial, com a segurança de que apesar dos receios quanto à passagem, o porvir lhe trará o renascimento esperado.

Acima de tudo, a Fênix representa o desapego e a abertura ao porvir da partida. Por isso que algumas religiões ou crenças prescrevem a incineração dos corpos para esse completo desapego, o qual modernamente pode ser realizado por meio da cremação.

Apesar de distantes da Grécia, foram os chineses quem mais assimilaram as lições do mito da Fênix em seu papel libertário. Para eles, esse nada mais é do que o caminho, em seu contínuo pendular da existência e do Tao da vida.

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