Cassadas todas as liminares que obrigavam ao fornecimento de Fosfoetanolamina

Em linha com o que já explanamos em post anterior, apesar da família buscar uma esperança de cura em qualquer coisa, quando já não há mais tratamento disponível, acreditar que uma substância ainda não estudada e avaliada cientificamente possa ser usada em seres humanos é arriscado e contrário às evidências.

Isso sem falar que, nessas horas, sempre vai haver os aproveitadores. Quem não viu nas redes sociais anúncios disfarçados, falando sobre o assunto, com o interesse único de patrocinar causas jurídicas visando a liberação da entrega desse produto químico.

Nas horas de fragilidade humana é que as pessoas estão mais expostas a todo o tipo de aproveitadores, que usam do fator esperança para obter algo que, do ponto de vista atual, não é hábil a produzir resultados comprovados contra o câncer.

É nesse sentido que se deve observar os votos do TJ-SP, que cassou todas as liminares e proibiu outros juízes de as concederem, com fundamento na total ausência de evidências científicas satisfatórias e necessárias à liberação desse químico para uso humano.

Se você ainda não se convenceu sobre o assunto, que tal verificar na história a quantidade de produtos e promessas de cura do câncer que não se confirmaram. Cada vez aparece um nosso apanágio salvador e cada vez, os pacientes e os familiares da vez, caem no conto do vigário, movidos pelo sentimento verdadeiro de amor e de preservação da vida do ente querido.

Essas ilusões do caminho tem sua finalidade psíquica, aliviar o sofrimento, desfocar a tensão emocional contínua e permitir um respiro momentâneo a todos. Talvez esse seja o único ganho certo, no estágio atual de estudos, com a Fosfoetanolamina.

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