Se você não quer morrer num quarto gélido e impessoal de hospital, todo perfurado por tubos, sondas e agulhas, sendo assistido por auxiliares de enfermagem pouco amistosos, com custos que levarão sua família à falência, há várias outras opções aos pacientes terminais, no exercício de sua autonomia e liberdade de partir.
Nesse sentido, a revista Superinteressante publicou um post, com alguma pitada de humor negro, sobre os "melhores locais do mundo para morrer". Para ler mais, clique aqui. Claro que o post diz mais respeito a rituais de passagem e outras curiosidades da realidade de cada local.
De outro modo, o certo é que o paciente terminal tem direito a fazer suas escolhas e, caso decida não terminar seus dias no hospital, pode requerer o retorno ao seu lar. Quando isso não for possível, ele tem o direito a requerer a interrupção imediata de todos os tratamentos supérfluos e desnecessários, a prolongar indevida e artificialmente a sua vida. Isso se chama ortotanásia e está garantida pelo Conselho Federal de Medicina.
Por outro lado, se é para partir com a degradação total de sua qualidade de vida, devido ao uso indiscriminado e, por vezes, até mais prejudicial do que benéfico (iatrogenia) das quimioterapias, porque o paciente terminal não poderia fazer o uso liberado de quaisquer drogas que, se proibidas para uma pessoa saudável, a ele produziriam o alívio das dores crônicas, certo bem-estar e até uma passagem mais suavizada?
Daí que, o direito de partir também poderia ser exercido em uma Rave ou em outros locais de uso rotineiro de substâncias químicas proibidas, pela própria vontade do paciente terminal em decidir sobre o seu corpo e sobre o seu sofrimento indigno vivido e ninguém tem nada a ver com isso.